
" Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. (...) Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. (...) Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “online” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente. (...) A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas online." - Arnaldo Jabor
Sentiu-se um pouco ofendido? Então leia na íntegra o artigo Blogs, twitter, orkut e outros buracos que foi publicado no Caderno 2 do Estadão e me diga o que achou.
Update, a última frase do texto (obrigado, anônimo!): "Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?"
9 comentários:
Ele é que foi o burro. Confundiu as novas ferramentas da web com a incrusão digitau.
Não li a íntegra. Não me senti ofendido. Mas enfim, não gosto de radicalismos. Para muitos casos, o que ele fala se aplica. De certo há miguxos de plantão e muita gente que quer parecer relevante. Mas por outro lado acho que rolou uma miopia muito grande sobre o uso das mídias sociais como canais de informação. E contra isso não há como negar que, principalmente o twitter, vem conquistando uma grande relevância.
Minha conclusão final é que Jabor pode até ter alguma razão. Mas não vejo muita diferença entre uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente e pseudo-intelectuais avessos à mudanças e com flagrante analfabetismo digital. Ainda acho que em muitos casos, quem desdenha não tem dinheiro para comprar.
@Casagrande_
Vcs leram a última frase do texto?
"Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?"
Homofóbico!
Ia comentar lá, mas não tenho cadastro...
Daí que se conclui que tudo isso deve ser jogado fora para ouvirmos seguirmos e cultuarmos o paladino da cultura sabedoria e inteligência chamado Jabor?
Ele não tem nada disso por que a idade já lhe avança e tem preguiça de aprender. Seus modos são antigos e cheiram a mofo. Sabe que na televisão não tem contestação. Se tivesse peito de ter blog e twitter seria contra argumentado, coisa que os pensadores de aluguel tem pavor. Isso se chama Amarelão.
Tem muita gente na internet que não sabe usa-la mesmo. Inv´pes de críticas construtivas só sabem fazer flame war. Jabor toh contigo.
Lamento concordar com ele que a esmagadora maioria dos blogs, twitters e afins são mesmo uma combinação patética de muita vontade de aparecer com pouco o que dizer.
A recém adquirida verborragia dos medíocres dá muito sono... Saudades do tempo em que, como lembrou Jabor, eles ficavam quietinhos na deles, tentando aprender.
Não senti o Jabour homofóbico, não me doeu nada!!!!
Concordo com boa parte do que ele falou, tem muita gente dando opiniâo na internet que mal são capazes de raciocinar e ainda tem "seguidores". Nem todos tem bom senso ou inteligência de separar o que presta e o que é lixo. O Jabour foi radical?? Talvez... Mas pelo menos tem uma opinião que merece ser ouvida.
Bom tava o texto do Plinio Fraga na Folha, que termina com:"Cada um sabe o peso existencial de sair do armário; é um exercício de liberdade individual. Mas é parada dura conter quem acha que pode esmurrar a porta em nome de uma macheza que não se sustenta em pé."
Respeito o Jabor, mas acho que ficou velho, parou no tempo.
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